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Ansiedade e Fobias![]() A ansiedade é considerada um sentimento humano normal. Todos nós passamos por ela, sempre que nos deparamos com situações que nos surgem como ameaçadoras ou difíceis. Muitas pessoas chamam a este sentimento stress mas este termo pode ser usado para definir duas coisas diferentes - por um lado, tudo aquilo que nos faz ansiosos, por outro, a nossa reacção a essas situações. Dado este termo poder induzir em erro, não o usaremos neste pequeno texto introdutório. Quando a nossa ansiedade resulta de um problema que se prolonga no tempo, como dificuldades financeiras, chamamos-lhe preocupação; se, pelo contrário, se trata de uma resposta súbita a um perigo imediato, como estar à beira de um penhasco ou quando um cão raivoso se atira a nós, chamamos-lhe medo. Habitualmente, tanto o medo como a ansiedade podem ser úteis, uma vez que são eles que nos protegem de situações potencialmente perigosas e que nos avisam desses perigos, tornando-nos mais aptos a resolver as situações em causa. No entanto, se estes sentimentos se tornam demasiado fortes e se se prolongam no tempo, eles podem trazer consequências muito negativas para a nossa vida, impedindo-nos de levar a cabo um dia-a-dia normal. Uma fobia pode ser considerada um medo específico a certas situações, pessoas ou objectos que não são considerados perigosos para a maioria das pessoas. ![]() OS SINTOMAS
Estes sintomas podem ser facilmente confundidos com outras doenças físicas e a preocupação das pessoas acerca da possibilidade de terem alguma doença grave, pode ainda piorá-los. Crises repentinas de ansiedade são chamadas de pânicos e habitualmente levam a pessoa a ter que sair imediatamente da situação e contexto onde se encontra. A ansiedade e o pânico são, muitas vezes, acompanhados de sentimentos de depressão, falta de apetite e ausência de perspectivas de futuro. AS FOBIASUma pessoa com uma fobia sofre de intensos sintomas ansiosos, como os descritos em cima. No entanto, estes sintomas só surgem de tempos a tempos e nas situações particulares que as assustam. Nas outras situações, estas pessoas não se sentem ansiosas. Se, por exemplo, a pessoa tiver uma fobia relacionada com cães, sentir-se-à bem desde que não existam cães por perto; se a fobia se relacionar com o medo das alturas, em terreno seguro e baixo, a pessoa não sentirá qualquer problema; se a fobia for social, a pessoa só se sentirá segura quando não estiver perante muita gente. Uma fobia levará a que a pessoa evite a todo o custo as situações que ela sabe a farão sentir-se ansiosa, mas este evitamento irá fazer com que a fobia se vá agravando. Para além disso, a vida da pessoa será, cada vez mais, dominada pelas precauções que ela tem que tomar para evitar essas situações indutoras de ansiedade. A pessoa com fobia normalmente sabe que o seu medo é irracional e sem fundamento mas, apesar disso, não o consegue controlar. Se uma fobia tiver tido início depois de um episódio traumático, terá maiores possibilidades de desaparecer rapidamente e com um tratamento curto. AS PERTURBAÇÕES DE ANSIEDADE SÃO COMUNS?Cerca de uma em cada dez pessoas terá perturbações de ansiedade ou fobias ao longo da sua vida. No entanto, devemos sempre procurar ajuda. Alguns de nós parecem ter nascido com uma tendência para ser ansiosos - provavelmente, factores genéticos estão em jogo. Apesar disso, mesmo pessoas que sempre foram calmas poderão sentir ansiedade ou fobias, se forem demasiado pressionadas. Nalgumas situações, a causa que leva aos sintomas ansiosos é óbvia. Nestes casos, se o problema desaparece, a ansiedade também. No entanto, certos problemas são tão graves e ameaçadores que a ansiedade subsiste ao longo do tempo, por exemplo, depois de um acidente de viação, de um incêndio ou de uma qualquer catástrofe natural e mesmo que a pessoa não tenha sofrido quaisquer danos. Esta ansiedade poderá ser considerada como parte de uma perturbação que denominamos stress pós-traumático. A ansiedade pode também resultar de certos consumos, como LSD, anfetaminas ou Ecstasy. Até mesmo a cafeína pode, nalgumas pessoa, levar a situações de ansiedade e desconforto. Noutras situações, a causa ou causas da ansiedade não são claras, uma vez que elas se devem a uma mistura de factores, que vão desde a nossa personalidade a situações de vida, passando por grandes mudanças como uma simples gravidez. PROCURAR AJUDASe formos confrontados com uma grande pressão, podemos sentir-nos ansiosos e receosos a maior parte do tempo. Normalmente conseguimos lidar com estes sentimentos porque sabemos qual a origem dos mesmos e porque sabemos também que tudo irá acabar por melhorar. Por exemplo, a maioria de nós sente-se ansioso antes do exame de condução, mas conseguimos lidar com essa ansiedade porque sabemos que ela desaparecerá depois do exame. No entanto, alguns de nós sentem-se ansiosos durante longos períodos de tempo, sem perceber de onde vêm esses sentimentos e quando irão terminar. Estas situações são muito mais difíceis de resolver e nestes casos, normalmente, será necessário pedir ajuda especializada. Por vezes, as pessoas não querem pedir ajuda porque têm a sensação que os outros não as irão compreender ou considerá-las "malucas". Mas a verdade é que as pessoas com perturbações ansiosas raramente têm perturbações psíquicas graves. Será portanto muito mais aconselhável pedir ajuda do que sofrer em silêncio. As pessoas que sofrem de ansiedade generalizada ou de fobias podem não falar sobre estes receios, mesmo com as pessoas que lhes são mais próximas. Apesar disso, estas irão provavelmente aperceber-se de que algo não está bem: a pessoa poderá apresentar-se repentinamente pálida e tensa e poderá ficar excessivamente assustada com pequenos sons como uma campainha ou um buzinar de um carro. Provavelmente sentir-se-ão irritadiças, o que poderá levar a discussões frequentes com os amigos ou familiares, que poderão não entender o que se passa com ela. Apesar dos amigos e familiares poderem perceber que a ansiedade é difícil de suportar, podem sentir dificuldades em viver com essa pessoa e ajudá-la. AS CRIANÇAS E OS ADOLESCENTESA maior parte das crianças passa por períodos em que sente muitos medos e receios. Trata-se de uma fase normal do processo de crescimento. Por exemplo, os bebés ficam muito chegados à pessoa que cuida deles e, se por alguma razão, se dá uma separação, será natural que o bebé fique perturbado com essa separação ou ansioso. Muitas crianças sentem medo do escuro ou de monstros imaginários e estes medos normalmente desaparecem com o avançar da idade. Muitas delas sentir-se-ão ansiosas sempre que se aproximem situações importantes e diferentes, por exemplo, o primeiro dia de escola, mas o habitual é que essa fase seja ultrapassada sem grandes problemas. Os adolescentes sentem-se frequentemente mal dispostos, zangados ou tristes. As preocupações relativas ao corpo, à sua imagem e às relações em geral mas particularmente com o sexo oposto são factores de grande ansiedade e receio. No entanto, se estas preocupações forem excessivamente fortes, poderão ter repercussões na escola, em casa, no seu comportamento e até no modo como se sentem fisicamente. Se uma criança ou adolescente se estiver a sentir tão perdido que a sua vida está a ser prejudicada a vários níveis, deve procurar-se ajuda especializada. ![]() A MINHA ANSIEDADE SERÁ EXCESSIVA?
Se estes sinais ocorrem durante mais de metade dos dias, durante pelo menos 6 meses, e começam a interferir no teu funcionamento social, escolar ou qualquer outra área então procura-nos. Podemos conversar. COMO PODES AJUDAR-TE?É conveniente dispor de uma série de recursos para as alturas em que surja um pensamento inquietante ou quando estamos perante grande tensão. Eis alguns desses métodos:
Se consideras que poderás estar em risco de sofrer destas perturbações, se conheces alguém que julgas poder estar nesta situação ou simplesmente se estás a passar por um período mais difícil e consideras importante partilhar isso com alguém exterior à família ou amigos, podes recorrer ao GAPA. A informação é absolutamente confidencial e o encaminhamento para os locais apropriados, se necessário, será feito de uma forma mais célere. Entretanto, podes ler o documento anexado a este, intitulado "As fobias sociais". |
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