
SER EU PRÓPRIO EM GRUPO
- Perceber e aceitar os direitos de cada um;
- Exprimir os seus próprios gostos, sentimentos, opiniões e reacções;
- Reconhecer e aceitar os gostos, sentimentos, opiniões e reacções dos outros;
- Ser responsável pelo seu próprio comportamento;
- Exprimir as próprias fraquezas ou limites;
- Exprimir as próprias preferências em grupo;
- Tomar decisões interiores que podem ser vistas como actos íntimos de libertação.
EXPRIMIR OS MEUS SENTIMENTOS

- Os medos de rejeição/avaliação pelos outros estão na origem de numerosos comportamentos de passividade, agressividade e manipulação. Estes medos levam, muitas vezes, a que, consoante o meio em que me encontro, subordine os sentimentos às finalidades do "corpo social" (reprimindo-os sobretudo em contextos mais formais, onde coloco a personalidade entre parêntesis);
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- É necessário, então, deixar de praticar a "política da avestruz". A assertividade ou afirmação de si é um treino sistemático, em que o indivíduo tem de reaprender a autenticidade através de uma prática gradual e regular;
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- Ser verdadeiro não consiste em "dizer tudo o que me vem à cabeça", mas sim em exprimir-me eficazmente, tendo como objectivo a evolução satisfatória e realista da situação;
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- É necessário, então, saber que tipo de comportamento provoca em mim esta reacção; evitar a mímica e a entoação contrária às palavras; tentar descrever as próprias reacções, em vez de avaliar as acções dos outros; exprimir-me de forma positiva em vez de desvalorizar, julgar, criticar, ridicularizar ou fazer interpretações, facilitando a expressão dos sentimentos dos outros.
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GERIR A VIDA PROFISSIONAL/ACADÉMICA

No meio profissional e académico, devemos, antes de mais,
- fixar objectivos assertivos;
- situar o trabalho no conjunto da vida;
- tentar obter um trabalho adaptado ao nosso gosto;
- ser realistas face às dificuldade.
Para que isto seja possível, é necessário ser assertivo, i.e., reconhecermos que temos direito a ter uma escala de valores pessoal e agirmos de acordo com esse princípio, sem que isso implique eliminar a escala de valores do outro, por muito diferente que seja da nossa. Ser assertivo implica lutar contra uma série de medos e inquietações, como a ansiedade, o medo da avaliação e o medo de rejeição. É necessário, então, aprender a defender os nossos pontos de vista; ser capazes de exprimir o desacordo face a um superior; controlar a nossa imagem e reconhecer que os outros têm talentos, ideias e sentimentos diferentes dos nossos.
LIDAR COM SITUAÇÕES AGRESSIVAS
A "arte de protestar" pode, ao contrário do que se possa pensar, ser uma atitude útil, positiva e indispensável ao bom andamento de uma empresa, organização ou grupo. No entanto, também esta arte deve ser feita com cautela, por exemplo, tratando do assunto em privado antes ou em vez de o fazer em público; protestando verbalmente e não por mímicas; evitando o humor ou a ironia; não deixando acumular um contencioso; não se desculpando; sugerindo soluções realistas e aceitáveis para todas as partes interessadas; aceitando o protesto dos outros.
- Para lidarmos com situações agressivas, também será necessário saber utilizar as críticas justificadas, i.e., ao invés de fugirmos das críticas, devemos utilizá-las como meio de correcção de trajectória (feed-back). Para fazermos isto, poderá ser essencial conhecermos os nossos próprios "defeitos incorrigíveis"; acolher com tranquilidade as críticas, ouvindo-as sem um ar altivo ou humilhado, aceitando face a face e assumindo que o interlocutor tem o direito de nos criticar; pedindo explicações concretas e recusando generalidades, fazendo saber que a crítica foi bem compreendida e aceite; ultrapassando a reprovação propriamente dita e estabelecendo um compromisso com o outro.
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- Do mesmo modo, será fundamental saber enfrentar as críticas injustificadas e as manipulações, optando por opor uma manifestação de autonomia sem contra-atacar agressivamente. Para adquirir a calma necessária a este processo de interacção existem várias técnicas clássicas mas todas elas levam a um mesmo fim: aceitação da crítica do outro, mantendo a nossa própria opinião, dando-lhe razão se necessário e justo, mas mantendo sempre os nossos princípios e valores.
Perante a crítica, devemos sempre indicar o que é importante para nós, enunciar as consequências potencialmente perigosas para o atacante e neutralizar o agressor, respondendo-lhe de forma assertiva.
Se, depois de teres lido o documento "A afirmação de si, vulgo assertividade" continuas sem perceber como combater certos comportamentos que julgavas naturais e continuas com dificuldades nesta ou noutras áreas da tua vida pessoal podes procurar ajuda no GAPA onde terás um/a psicólogo/a profissional que pode ajudar-te a ultrapassar tais problemas. Entretanto, podes ler o documento anexado a este, intitulado "Passividade, agressividade e manipulação ou o contrário de ser assertivo".