29-06-2026
Mariana Barbosa, investigadora do UCIBIO-NOVA FCT no Laboratório de Glicoimunologia, foi contemplada com financiamento do Programa RESTART da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) para o projeto SYNESIS.
O projeto procura aprofundar a compreensão sobre de que forma os defeitos na sialilação — um processo biológico fundamental envolvido na comunicação celular, na resposta imunitária e na função dos tecidos — contribuem para o desenvolvimento de doenças humanas. Tendo como modelo principal a miopatia GNE, uma doença neuromuscular rara, o SYNESIS irá investigar os mecanismos moleculares e celulares associados ao metabolismo alterado do ácido siálico, com o objetivo de identificar novos alvos terapêuticos e biomarcadores. Os conhecimentos gerados deverão ainda contribuir para o avanço da Glicociência, lançando luz sobre o papel da sialilação noutras condições complexas, como as Perturbações Congénitas da Glicosilação (CDG) e o cancro, abrindo caminho para soluções de saúde personalizadas.
"A atribuição do financiamento RESTART pela FCT representa um passo muito importante para a minha autonomia científica", sublinha Mariana Barbosa. "Ao apoiar o meu regresso à atividade científica após a licença parental, oferece-me uma oportunidade vital para me afirmar e consolidar uma linha de investigação dedicada no campo da Glicociência."
O programa RESTART é um instrumento de financiamento competitivo da FCT criado para promover a igualdade de género e de oportunidades na investigação científica, apoiando investigadoras e investigadores que tenham gozado recentemente de uma licença parental — incluindo por adoção ou em regime de partilha. Reconhecendo que a parentalidade pode gerar impactos significativos na produção científica, na captação de financiamento e no desenvolvimento de carreira, o programa visa capacitar o regresso competitivo à investigação, financiando projetos individuais de I&D originais e inovadores em todos os domínios científicos. O RESTART está alinhado com recomendações do Conselho da União Europeia e da OCDE, reforçando o compromisso de Portugal com uma comunidade científica mais equitativa e inclusiva.