por Teresa Santos Silva, Subdiretora Adjunta para a Inovação Pedagógica

Num tempo de constantes e rápidas transformações sociais, científicas e tecnológicas, a universidade tem de se repensar continuamente. Na NOVA FCT, a inovação pedagógica, o desenvolvimento integral dos estudantes e o compromisso com a sociedade estão no centro de uma estratégia que procura preparar cidadãos e profissionais capazes de enfrentar não apenas os desafios atuais, mas também os que surgem em cada etapa do percurso académico e profissional — desde a entrada no mercado de trabalho até à progressão para novos ciclos de estudo ou à investigação em áreas decisivas para o futuro coletivo.
Porque educar hoje não é apenas transmitir conhecimento: é desenvolver competências, cultivar espírito crítico e formar pessoas capazes de aprender ao longo da vida e de contribuir ativamente para a transformação da sociedade.
O início de cada ano letivo é sempre um momento de renovação. Recebemos novos estudantes, revemos colegas e projetos, e somos desafiados a pensar no papel da universidade no mundo de amanhã. Hoje, mais do que nunca, precisamos de práticas educativas que respondam aos desafios do presente e preparem as próximas gerações para um futuro em constante mudança.
Na NOVA FCT temos procurado dar passos concretos nessa direção. Ao longo do último ano, trabalhámos com docentes e investigadores para dinamizar a inovação pedagógica, criando Comunidades de Prática Pedagógica e promovendo as Jornadas de Inovação Pedagógica, espaços de reflexão e partilha de metodologias. Lançámos ainda os Projetos de Inovação Pedagógica, que financiam experiências em sala de aula, e temos em curso o plano de reforço da formação em metodologias de aprendizagem ativa.
Mas este esforço não se limita ao corpo docente. Criámos um programa de mentoria abrangente, que envolve estudantes, docentes, investigadores e profissionais, em todos os ciclos de estudo. Aqui, os estudantes mais avançados apoiam os mais jovens, enquanto recebem orientação de académicos e profissionais. Apostámos também em iniciativas estruturantes, como o Perfil Curricular NOVA FCT, que integra competências transversais em todas as formações, da sustentabilidade ao empreendedorismo. E reforçámos o Gabinete de Carreiras e o GAPAV, que dão apoio ao sucesso académico, vocacional e psicológico dos nossos estudantes.
Acreditamos que a experiência de ensino e aprendizagem deve ser vista de forma holística: não basta o “saber saber”, é preciso também o “saber fazer” e, sobretudo, o “saber ser”. Queremos formar profissionais competentes, mas também cidadãos críticos, criativos e comprometidos com a sociedade.
No entanto, é importante reconhecer que a mudança cultural não acontece por decreto. Ela exige reflexão, tomada de consciência e esforço coletivo. Estudantes, docentes e staff têm de estar dispostos a sair da zona de conforto: os estudantes, ao experimentar práticas pedagógicas diferentes; os docentes, ao questionarem e melhorarem continuamente as suas abordagens; e o staff, ao orientar o planeamento e a execução de acordo com a visão e os valores da escola.
Este processo de transformação traz consigo uma oportunidade única: reforçar o sentimento de pertença e alinhar comportamentos, identidade, valores e missão. A comunidade encontra assim motivação, sente-se reconhecida e vive a realização profissional e pessoal de contribuir para um projeto comum. E todos têm lugar neste caminho: os que se sentem mais próximos da inovação pedagógica e os que se identificam mais com a investigação científica. Todos contribuem para o mesmo propósito.
O desafio que enfrentamos é garantir que o tempo vivido na FCT seja aproveitado ao máximo para o desenvolvimento integral dos estudantes e para o crescimento de toda a comunidade. Só assim conseguimos ter impacto na sociedade, preparando os nossos diplomados para os desafios do futuro e capacitando a instituição para ser um agente de mudança através do conhecimento científico e tecnológico.
Educar hoje é preparar para uma vida inteira de aprendizagem. Na NOVA FCT estamos a construir um caminho que integra práticas inovadoras, desenvolvimento pessoal e profissional e compromisso social. É um trabalho exigente, mas profundamente transformador. Se quisermos que a universidade continue a ser relevante, precisamos todos de ser coautores desta mudança.
Setembro 2025