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Editorial maio 2025

por Cesaltina Frade, Administradora Executiva da NOVA FCT

 

O mês de maio, em que se celebra o Dia do Trabalhador, é uma oportunidade para reconhecer não só as conquistas históricas do mundo laboral, mas também os desafios atuais e futuros. Na NOVA FCT, este momento inspira-nos a refletir sobre o papel das mulheres nas Ciências e Engenharias e sobre a importância de construir ambientes de trabalho mais justos, inclusivos e promotores do bem-estar.

As instituições de ensino superior têm uma responsabilidade crucial na promoção da igualdade de género. Instituições como a nossa não são apenas espaços de ensino e investigação, mas também agentes de inovação e transformação social. Estamos certos de que a NOVA FCT tem vindo a assumir este papel de forma consciente e determinada, procurando criar uma cultura organizacional que reflita os valores da equidade e da inclusão.
Apesar dos avanços, sabemos que nas áreas científicas e tecnológicas persistem estereótipos de género que ainda limitam o acesso e a progressão das mulheres. Combater essas barreiras implica mais do que políticas formais. Requer ações concretas e o envolvimento contínuo de toda a comunidade académica. É neste quadro que destacamos o papel fundamental de políticas institucionais eficazes, que promovam não apenas a igualdade de oportunidades, mas também a eliminação de discriminações subtis e estruturais.

A implementação, na NOVA FCT, do projeto CONCILIA, por exemplo, tem sido um instrumento importante nesse percurso. Desde o seu lançamento, com o envolvimento de todos(as), tem-nos sido possível aprofundar o diagnóstico sobre a nossa realidade institucional e implementar medidas práticas para promover uma maior conciliação entre vida profissional, pessoal e familiar. Este projeto permitirá, nomeadamente, desenvolver instrumentos de monitorização da igualdade de género, criar ações de sensibilização e promover melhores práticas de gestão que valorizem o equilíbrio e o bem-estar.

Os resultados alcançados até agora reforçam a ideia de que equidade e qualidade do ambiente de trabalho são dimensões interligadas. Um dado importante, revelado pelo inquérito recentemente realizado no âmbito do CONCILIA, foi a expressiva valorização do teletrabalho e da flexibilidade laboral por parte da nossa comunidade. Estas expectativas não surgem apenas como resposta a desafios conjunturais, mas apontam para uma mudança estrutural nas formas de organização do trabalho, que exige respostas institucionais adaptadas, mas equilibradas e sustentáveis. A modalidade de horário flexível, algo que, ainda, é exceção em muitas entidades, é já a regra na NOVA FCT.

Nos próximos tempos, a NOVA FCT, através deste projeto, irá aprofundar este trabalho em várias frentes, entre as quais: expandir as ações formativas sobre igualdade e inclusão, institucionalizar a possibilidade e formas de realização de teletrabalho e, por fim, concluir o processo de certificação da NOVA FCT através da NP4552:2022.

Este é um processo dinâmico pelo que, nomeadamente através dos meios divulgados no âmbito deste projeto, continuamos comprometidos em manter uma escuta ativa da comunidade, porque acreditamos que o caminho para uma instituição como a que pretendemos, mais justa e equitativa, se constrói de forma participativa e transparente.

A missão neste processo é clara: que a NOVA FCT seja cada vez mais um exemplo de ambiente académico e profissional onde todos e todas se sintam valorizados(as), respeitados(as) e motivados(as) a desenvolver o seu potencial em pleno. Este editorial é, por isso, não apenas uma reflexão sobre o percurso já feito, mas também um convite renovado para que continuemos, juntos(as), a construir esta visão.

 

Maio 2025