por José Paulo Santos, Subdiretor para o Conselho Científico da NOVA FCT
Pensar o futuro com raízes firmes
Refletir sobre o rumo da NOVA FCT constitui um exercício de maturidade e de responsabilidade institucional. Num contexto em que a ciência evolui a um ritmo acelerado e em que as fronteiras entre disciplinas se tornam progressivamente mais permeáveis, é essencial pensar coletivamente o futuro: definir prioridades, reforçar identidades e clarificar o papel que a Faculdade pretende desempenhar no panorama científico nacional e internacional.
A história científica da NOVA FCT é feita de diversidade, de abertura ao mundo e de uma cultura de inovação sustentada no diálogo entre áreas, pessoas e ideias. Esse património constitui uma das nossas maiores forças — mas é também um ponto de partida. Pensar estrategicamente significa reconhecer o que já alcançámos, identificar os desafios emergentes e delinear, com ambição e sentido crítico, as fronteiras onde queremos continuar a inovar e a afirmar a nossa relevância.
Neste enquadramento, o Conselho Científico deu início a uma reflexão aprofundada sobre a estratégia científica da Faculdade, incidindo sobre dimensões estruturantes como a oferta académica — nomeadamente Licenciaturas, Mestrados e Doutoramentos —, a investigação, a ligação à sociedade e os recursos humanos. Para conduzir este processo foram constituídos seis grupos de trabalho, cada um com a responsabilidade de analisar a sua área específica com base em eixos orientadores comuns: Diagnóstico da Situação Atual; Objetivos Estratégicos a Médio Prazo; Recursos e Condições; Colaboração e Interdisciplinaridade; Internacionalização; Avaliação e Incentivos.
Mais do que um exercício de planeamento, esta é uma oportunidade para reforçar uma visão partilhada e um propósito coletivo: fazer ciência com rigor, criatividade e impacto, ancorada nos valores que sustentam a identidade da NOVA FCT e, desse modo, fortalecer o compromisso da Faculdade com a transparência, a qualidade e a melhoria contínua, consolidando a sua posição como instituição de referência no ensino superior e na investigação científica.
Em linha com o processo necessário de “olhar para dentro”, têm sido aprovados novos regulamentos e estão em discussão outros instrumentos fundamentais de governação académica e científica, num esforço contínuo de atualização e de adaptação da instituição às exigências de um contexto em permanente evolução. Neste momento, o Conselho Científico encontra-se a discutir o Regulamento de Avaliação do Desempenho dos Investigadores (RADI) e, brevemente, será iniciada a discussão do novo Regulamento da Avaliação do Desempenho dos Docentes (RAD), após a homologação do resultado do anterior exercício de avaliação.
Por outro lado, tem vindo a ser desenvolvido um trabalho contínuo de reforço das equipas, com o objetivo de tornar os processos e a capacidade de resposta mais ágeis e eficazes. A título de exemplo, a Divisão Académica de Licenciaturas e Mestrados, que entre julho e setembro respondeu, em média, a mais de 5 000 solicitações por mês, será brevemente reforçada com três novos elementos. Espera-se que, com este reforço, o serviço possa tornar-se mais eficiente e disponha de melhores condições para planear as suas atividades contribuindo para uma Faculdade com uma gestão moderna, eficaz e centrada nas pessoas.
Outubro 2025